“Às vezes sinto vontade de gritar: — Hey, vida. Eu não sou tão forte quanto pareço não, pega leve comigo aí. Mas sei que isso seria inútil. Então continuo aqui. Calada e, aparentemente inabalável.”
“Virava pra lá e pra cá na cama. Estava impaciente… Até me sentei no escuro. Pensei: Não era uma posição o que eu procurava. Era você.”
“Uma última pergunta:
O que fazer com a saudade?”
“Mas eu sinto, sabe? Sinto muito as coisas. Tudo, todos. Mesmo que eu tente esconder, mesmo que eu tente não me mostrar. Mesmo que eu disfarce. Eu sinto tudo demais. E é por isso que às vezes as coisas doem tanto.”
“Ei pequeno, eu nem sei por onde começar, é muito difícil ter que admitir que tudo acabou tão rápido, pra mim foi tudo tão lindo, tão perfeito, tão mágico, eu nunca me senti tão bem ao lado de ninguém como eu me sentia ao teu lado.
Eu não sei o que fiz de errado, mas hoje já não existe mais o “nós”, agora estamos separados, somos dois idiotas brincando de se machucar e parece que levamos isso muito a sério, quero dizer, eu levo isso tudo muito a sério, eu não sei o que aconteceu com você, eu não te conheço mais, aquele menino lindo que sempre estava ao meu lado, que não deixava nada me atingir, que sempre secava minhas lágrimas por mais que fossem por besteira, que me conhecia melhor que todo mundo. Hoje a única coisa que me resta é ficar lembrando dos nossos momentos juntos, das nossas brincadeiras, dos dias de frio em que eu chegava no colégio e ia te esquentar com meu casaco, das mensagens que nós trocávamos toda noite, que você dava pause no vídeo game pra me responder, dos teus abraços, aqueles bem apertados, os únicos que me confortavam.
Depois da nossa primeira briga, eu chorava todos os dias, eu fui morrendo por dentro, e hoje eu não sou mais a mesma, eu não consigo mais sorrir de verdade.
Eu vivo nessa nostalgia sem fim que só me machuca, que só me faz sofrer.
Eu só queria que o vento levasse toda essa tristeza, essa saudade, esse sofrimento e trouxesse meu melhor amigo de volta pra mim.”